A CONVIVÊNCIA E A MÚSICA

RESGATANDO VALORES DE CONVIVÊNCIA ENTRE AS PESSOAS, TENDO A MÚSICA COMO RECURSO

No decorrer da história humana a música tem sido utilizada de diferentes formas. De veículo para a adoração divina a mais mundana das manifestações culturais com cunho comercial. Em todo caso, seja no religioso ou no profano, a música sempre teve como função última unir as pessoas. Parte da identidade de um povo, por exemplo, é expressa na música que ele produz. Mesmo assim, e apesar da miscigenação cultural que ocorre no mundo atual, a música ainda define “tribos”. Apreciadores de um mesmo estilo musical, tenderão a apreciar atividades semelhantes, a usar vocabulário comum e isso demonstra o poder aglutinador da música.

O poder que a música tem de agregar indivíduos sob uma mesma imagem identitária se dá, em parte, por duas razões: uma é que a música expressa valores, e as pessoas com visões de mundo parecidas tenderão a buscar a companhia umas das outras; a outra é que a música independe da linguagem falada para ser partilhada. A melodia, o ritmo e todos os elementos próprios da música transmitem uma mensagem que pode ser compreendida por pessoas de diferentes nacionalidades. Qualquer pessoa consegue reconhecer se uma música é alegre ou triste, agressiva ou apaziguadora, sexy ou romântica, etc., mesmo que não compreenda a letra (quando há uma). Ou seja, a música é uma linguagem universal e, por isso, supera as barreiras étnicas, geográficas, econômicas e culturais unindo pessoas.

Acontece que essa aproximação ocorre exatamente porque a música expressa valores. O poder da música de estabelecer comunicação entre pessoas, mesmo de origens muito diferentes, revela o quanto ela é capaz de promover a aproximação por revelar pensamentos e sentimentos que nem sempre são expressos verbalmente. A existência de um repertório musical privativo contribui para uma maior sensação de intimidade, nutrindo vivências comuns e gerando memórias que constituem uma história afetiva entre as pessoas. Num relacionamento, construir um território afetivo e intelectual privativo – com códigos, lembranças, fantasias e modos de comunicação – ajuda a fomentar a confiança, e o interesse pela convivência em comum.

E a música, é uma fronteira que guarda esse território!

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